Segredo de pequeno
Escondido
Sem crer nem ler
Pagina em branco
E a necessidade de palavras habitando a epítome dos dias,
Metáfora de momento
Espera e devaneio
Assim faz-se o tudo em vão
Vão como desapego
Desapego como vontade
De novo o novo
Volvendo-se
Dançando na linha tênue
Agora sendo
Intuição
E desejo salta de assalto ao alto
Do monumento
ATÔNITO
Calo o espaço entre a palavra e o sentido,
e ao comer o som,
me entrego ao sonífero, o ouvido.
O gosto dormente do sono,
de fono ao som afônico,
fez-se sem cor, estriônico,
cor de atômico, acorde mono...
Dono de om,
mono de som,
atônico tom.
e ao comer o som,
me entrego ao sonífero, o ouvido.
O gosto dormente do sono,
de fono ao som afônico,
fez-se sem cor, estriônico,
cor de atômico, acorde mono...
Dono de om,
mono de som,
atônico tom.
ODE AO SOL
O Sol, com toda sua
tridimensionalidade,
se esconde entre a cidade,
num shy sunshine.
Embriagado de cor, calor e poesia,
se põe, poente em harmonia,
como a cadente tardinha,
que se faz tardia.
Tem personalidade assimétrica,
lírica, épica,
e sua autêntica meta, se faz reta
em ângulos ,nas direções:
dos planetas, do infinito
e outras constelações.
tridimensionalidade,
se esconde entre a cidade,
num shy sunshine.
Embriagado de cor, calor e poesia,
se põe, poente em harmonia,
como a cadente tardinha,
que se faz tardia.
Tem personalidade assimétrica,
lírica, épica,
e sua autêntica meta, se faz reta
em ângulos ,nas direções:
dos planetas, do infinito
e outras constelações.
Enquanto necessito de silêncio...
Alguns gostam de gastar palavras...
Rasgando dinheiro de sílabas...
E se fala, fala, fala...
E eu me conservando em espírito no silêncio...
Pensando silêncio
Ouvindo ruído
Gastando saliva de pensamento
Em busca de um solilóquio
Qualquer que seja o instante
Andando por frases
Estou boquiaberta no aguardo do cessar de coisas
Mal estranho minha vontade de falar
Desatino em desconselhos
Por onde me aguardo de estancar
A mente que me polui de palavras.
E mesmo,
Rio que sou
Desaguando poesia
Morro de amor
Por cada letra.
Alguns gostam de gastar palavras...
Rasgando dinheiro de sílabas...
E se fala, fala, fala...
E eu me conservando em espírito no silêncio...
Pensando silêncio
Ouvindo ruído
Gastando saliva de pensamento
Em busca de um solilóquio
Qualquer que seja o instante
Andando por frases
Estou boquiaberta no aguardo do cessar de coisas
Mal estranho minha vontade de falar
Desatino em desconselhos
Por onde me aguardo de estancar
A mente que me polui de palavras.
E mesmo,
Rio que sou
Desaguando poesia
Morro de amor
Por cada letra.
Hoje deitei meus pensamentos.
Eles quase esperavam ver meu pôr dos olhos.
Esperavam, esperavam....e nada de pôr dos olhos.
Aflitos, rodeavam minhas obsessões.
Uma obsessão em detalhe sobressaía-se toda.
E agora o que era de pensamento estava espreitando a maior de todas as obsessões.
Foi quando então, uma por uma, foram juntando-se certas paranóias esvoaçantes, formando um enorme véu. Bonito, lindo e insuportável.
Tudo que era segundo apertou suas pálpebras de onde surgiam proparoxítonas a dançar sobre minhas têmporas. Lânguidas, sôfregas, insípidas....
...
...
Um imenso vão recolhe os restos.
...
O pôr dos olhos se aproxima...e anoitece meu pensamento.
E quando anoitece, as luzes de imagens preenchem a paisagem negra dos olhos fechados.
Eles quase esperavam ver meu pôr dos olhos.
Esperavam, esperavam....e nada de pôr dos olhos.
Aflitos, rodeavam minhas obsessões.
Uma obsessão em detalhe sobressaía-se toda.
E agora o que era de pensamento estava espreitando a maior de todas as obsessões.
Foi quando então, uma por uma, foram juntando-se certas paranóias esvoaçantes, formando um enorme véu. Bonito, lindo e insuportável.
Tudo que era segundo apertou suas pálpebras de onde surgiam proparoxítonas a dançar sobre minhas têmporas. Lânguidas, sôfregas, insípidas....
...
...
Um imenso vão recolhe os restos.
...
O pôr dos olhos se aproxima...e anoitece meu pensamento.
E quando anoitece, as luzes de imagens preenchem a paisagem negra dos olhos fechados.
Um morto, um gato morto.
Ao vê-lo, meu segundo se transpôs em minutos, horas...
Parecia-lhe os pelos vivos e o semblante alerta, e assim parado, mudo, como um totem.
Não havia sangue, não havia desfiguração, somente silêncio e paradeza.
Eu, como criança, estatelei meu corpo no tempo.
Ao ver um morto, meu passado e futuro se encontraram, não pelo mistério do onde vamos, mas pela ausência de si mesmo: o gato.
É provável o paralelo dessa falta de vida com a ausência de curiosidade deste tempo no qual vivemos? Há em suas esquinas uma sapiência estática, morta, a falta do que se desvirtua, a falta da procura no novo.
E não me refiro ao progresso. Penso no progresso como uma reiteração tecnológica de antigos valores. Penso no progresso e lembro-me da Reforma. Não vejo reestruturação no progresso, vejo um pesar a balança para o outro lado. E de um lado para o outro o que sobra são extremos, em sua estaticidade, enquanto um possível equilíbrio de correnteza, de movimento, torna-se cada vez mais afastado. Equilíbrio de correnteza...num rio, a constância do movimento permite à água que habitava um lugar correr para outro, e imediatamente ser substituída por outra água. As águas preenchem o lugar do que foi deixado...Assim não há insistência de se estar num lugar só...
Vejo o estado que se encontram as coisas como um enorme lago, onde cada água possui seu lugar e não há pretensão de mudança. Mas há chuva. Trazendo novas águas, e uma guerra por espaço tira as coisas do lugar...
A humanidade precisa de chuva?
Como o gato.
Um gato morto é um lago na chuva: guerra pela modificação. A morte.
Ao vê-lo, meu segundo se transpôs em minutos, horas...
Parecia-lhe os pelos vivos e o semblante alerta, e assim parado, mudo, como um totem.
Não havia sangue, não havia desfiguração, somente silêncio e paradeza.
Eu, como criança, estatelei meu corpo no tempo.
Ao ver um morto, meu passado e futuro se encontraram, não pelo mistério do onde vamos, mas pela ausência de si mesmo: o gato.
É provável o paralelo dessa falta de vida com a ausência de curiosidade deste tempo no qual vivemos? Há em suas esquinas uma sapiência estática, morta, a falta do que se desvirtua, a falta da procura no novo.
E não me refiro ao progresso. Penso no progresso como uma reiteração tecnológica de antigos valores. Penso no progresso e lembro-me da Reforma. Não vejo reestruturação no progresso, vejo um pesar a balança para o outro lado. E de um lado para o outro o que sobra são extremos, em sua estaticidade, enquanto um possível equilíbrio de correnteza, de movimento, torna-se cada vez mais afastado. Equilíbrio de correnteza...num rio, a constância do movimento permite à água que habitava um lugar correr para outro, e imediatamente ser substituída por outra água. As águas preenchem o lugar do que foi deixado...Assim não há insistência de se estar num lugar só...
Vejo o estado que se encontram as coisas como um enorme lago, onde cada água possui seu lugar e não há pretensão de mudança. Mas há chuva. Trazendo novas águas, e uma guerra por espaço tira as coisas do lugar...
A humanidade precisa de chuva?
Como o gato.
Um gato morto é um lago na chuva: guerra pela modificação. A morte.
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